Empresas fortalecem medidas para proteger e fortalecer mulheres no ambiente de trabalho
No Brasil, as empresas têm intensificado suas políticas de equidade de gênero, com destaque para os treinamentos voltados para identificação e combate ao assédio, microagressões e discriminação. Segundo o Top Employers Institute, 90,28% das empresas certificadas no país já contam com treinamentos específicos para capacitar lideranças nesse sentido, representando um aumento de 7% em relação ao ano anterior.
Essas ações refletem um movimento mais amplo de conscientização e responsabilidade corporativa, destacando que praticamente todas as empresas certificadas possuem políticas formais contra assédio moral, sexual e bullying, incluindo canais de denúncia confidenciais e mecanismos internos de acompanhamento.
De acordo com o Top Employers Institute, organizações com maior presença feminina em cargos de liderança registram 17% menos rotatividade de funcionários e um maior engajamento das equipes. Além disso, a diversidade de gênero nas lideranças está diretamente associada a uma maior produtividade, inovação e reputação de marca, aspectos cada vez mais valorizados por investidores e consumidores.
A fundadora do Instituto Vasselo Goldoni (IVG), Edna Vasselo Goldoni, destaca que ambientes diversos são mais inovadores e humanos, com evidências claras de que a diversidade de gênero traz retorno financeiro. Um levantamento da McKinsey & Company confirma essa visão, apontando que empresas com maior diversidade de gênero na liderança têm 25% mais chances de superar suas metas financeiras.
Apesar dos avanços, o Brasil ainda apresenta disparidades significativas, como a baixa representatividade feminina em cargos de liderança. Apenas 31,6% dos cargos de liderança nas empresas de capital aberto são ocupados por mulheres, e somente 17,4% têm uma mulher na presidência. Nos conselhos de administração, a representatividade feminina é de 17,1%, com 58% das companhias sem nenhuma mulher em cargos de diretoria.
O Top Employers Institute destaca que as práticas de empoderamento feminino estão se consolidando como pilares de governança e sustentabilidade corporativa, redefinindo as expectativas em relação às lideranças do futuro. Empresas que investem em segurança, respeito e representatividade feminina criam ambientes mais saudáveis, atraem e retêm talentos, e constroem culturas organizacionais mais fortes.
Para Edna Vasselo Goldoni, a equidade de gênero não beneficia apenas as organizações, mas toda a sociedade. Um país que valoriza e promove a prosperidade das mulheres é um país que cresce com mais equilíbrio e inteligência coletiva, impactando positivamente o desenvolvimento econômico e social como um todo.
Fonte: CNN Brasil
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
