São Paulo lidera nas horas de trabalho para comprar comida
Um levantamento realizado pela Conab e pelo Dieese revelou que, em fevereiro deste ano, um trabalhador que recebe salário mínimo em São Paulo precisou dedicar 115 horas e 45 minutos por mês para adquirir a cesta básica. Esse tempo representa o mais alto entre as capitais pesquisadas, sendo seguido por Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14).
Aracaju registra menor carga horária
Na outra ponta do ranking, Aracaju se destaca como a capital que exigiu menos tempo de trabalho para compra dos alimentos básicos, totalizando 76 horas e 23 minutos mensais. A diferença entre as capitais evidencia a variação significativa no esforço necessário para adquirir a cesta básica em diferentes regiões do país.
Salário mínimo necessário para despesas básicas
Segundo o relatório, em fevereiro de 2026, o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família deveria ter sido de R$ 7.164,94. Esse valor foi calculado com base no custo da cesta básica mais cara do país, registrada em São Paulo, e representa aproximadamente quatro vezes o piso atual de R$ 1.621.
Comprometimento do salário mínimo
O estudo aponta que, em média, um trabalhador que ganha salário mínimo comprometeu 46,13% de seu rendimento líquido para comprar a cesta básica, considerando o desconto de 7,5% da contribuição para a Previdência Social. São Paulo lidera o ranking nesse indicador, com 56,88% do salário mínimo gasto com a alimentação básica, enquanto Aracaju apresenta o menor comprometimento, com 37,54%.
Variação nas capitais
A pesquisa também revela a variação do percentual do salário mínimo líquido destinado à compra de alimentos em cada capital. São Paulo (56,88%), Rio de Janeiro (55,15%) e Florianópolis (53,19%) aparecem entre os locais com maior comprometimento, enquanto Aracaju (37,54%) se destaca como a capital com menor percentual gasto com comida em relação ao salário mínimo.
Análise detalhada por capital
O levantamento fornece um panorama completo das horas de trabalho necessárias em cada capital para adquirir a cesta básica. São Paulo lidera o ranking de horas dedicadas a esse fim, seguido por Rio de Janeiro, Florianópolis, Cuiabá, Porto Alegre, entre outras. As diferenças entre as capitais ilustram a disparidade nos custos e no esforço exigido para garantir a alimentação básica.
Considerações finais
Os dados apresentados pela Conab e pelo Dieese refletem a realidade do impacto do custo da cesta básica no orçamento dos trabalhadores que recebem salário mínimo. A análise aponta para a necessidade de políticas e ações que busquem equilibrar o acesso a alimentos essenciais em todo o país, considerando as diferenças regionais e as demandas socioeconômicas de cada localidade.
Fonte: Jornal Contábil
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
