Seguro de Vida Universal desperta interesse, porém entrave na regulação preocupa: entenda mais

Seguro de Vida Universal: Interesse Crescente x Impedimentos Regulatórios

Uma pesquisa recente da MetLife, em parceria com o Instituto Ipsos, revelou que 50% dos brasileiros considerariam contratar um seguro de vida universal, modalidade ainda indisponível no país. Além disso, 30% afirmam que poderiam aderir dependendo do preço, apontando um alto interesse por esse tipo de produto que combina cobertura de riscos e acumulação de reserva financeira.

A flexibilidade e capacidade de adaptação do seguro de vida universal às diferentes necessidades dos clientes ao longo da vida são destacadas como atrativos. Entre as principais motivações dos entrevistados estão a proteção familiar, rentabilidade e possibilidade de acumular recursos. No entanto, o preço, a desconfiança e a falta de conhecimento são apontados como as principais barreiras à adoção desse tipo de seguro, destacando a necessidade de educação financeira para expandir o produto.

Funcionamento e Diferenças em Relação ao Seguro de Vida Resgatável

O seguro de vida universal é um produto híbrido que direciona os valores pagos pelo segurado para um fundo que pode gerar rentabilidade, formando uma reserva financeira. Parte desse saldo é utilizada para custear coberturas de riscos, como morte, invalidez ou doenças graves. Um dos pontos de destaque é a flexibilidade do produto, que permite ajustar contribuições, coberturas e utilizar o saldo acumulado para manter a proteção ativa em momentos de dificuldade financeira.

Diferentemente do seguro de vida resgatável, que se destaca pela previsibilidade do valor do prêmio definido no momento da contratação, o seguro de vida universal se sobressai pela flexibilidade. Enquanto no resgatável parte do valor é destinada à formação de uma reserva matemática, que pode ser resgatada no futuro, o vida universal permite o uso da reserva ao longo da vigência, aumentando a liquidez do produto.

Desafios Regulatórios e Perspectivas para o Mercado Brasileiro

Apesar do interesse crescente, o seguro de vida universal ainda não pode ser comercializado no Brasil devido à falta de regulamentação. As discussões estão em andamento na Susep e no CNSP, com avanços ocorridos recentemente, como a definição do produto como seguro e não como instrumento de investimento. O próximo passo é a edição de uma norma complementar que detalhará as regras operacionais, prevista para 2026 e sujeita a consulta pública.

Um dos pontos centrais ainda em aberto é a questão da tributação, essencial para viabilizar a oferta do produto no mercado. Em países onde o modelo está consolidado, como Estados Unidos e México, o Vida Universal representa cerca de 40% das vendas de seguros de vida, indicando um potencial de crescimento e ampliação do mercado de seguros de vida no Brasil. A expectativa é que o produto possa reduzir a lacuna de proteção no país, oferecendo uma solução completa que combine proteção contra riscos e formação de reserva ao longo do tempo.

O interesse do público brasileiro no seguro de vida universal aponta para uma demanda reprimida por produtos que atendam de forma abrangente às necessidades de proteção e investimento. Com a regulamentação adequada e definição da tributação, esse tipo de seguro tem potencial para se tornar uma opção atraente no mercado brasileiro, ampliando as opções disponíveis e contribuindo para o desenvolvimento do setor de seguros no país.

Fonte: Exame

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

AmdJus - Portal de contabilidade online
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.