Copom mantém a Selic em 15% e fala em parada por “período bastante prolongado”
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, por unanimidade, manter a taxa de juros básica, a Selic, em 15% ao ano. Essa decisão encerrou um ciclo de alta que durou sete reuniões e havia sido previamente sinalizada em junho.
O Copom destacou a importância de avaliar se a manutenção da Selic nesse patamar por um período prolongado será suficiente para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida. Além disso, ressaltou a necessidade de analisar os impactos acumulados do ajuste já realizado.
Cenário Econômico
No cenário externo, o Copom observou que a conjuntura está mais adversa e incerta, especialmente em relação às políticas comercial e fiscal dos Estados Unidos e seus possíveis efeitos. Em contrapartida, no cenário doméstico, os indicadores de atividade econômica têm mostrado moderação no crescimento, com o mercado de trabalho ainda demonstrando dinamismo.
Projeções de Inflação
O Banco Central manteve suas projeções para o IPCA em 4,9% para 2025 e 3,6% para 2026. Houve ajustes nas projeções para os preços livres, que passaram de 5,2% para 5,1% em 2025, e para os preços administrados, que aumentaram de 3,8% para 4,4% no mesmo ano.
Para 2026, a estimativa para os preços livres foi de 3,4% para 3,5%, enquanto para os preços administrados houve queda de 4,1% para 4,0%. Além disso, foram apresentadas projeções para o primeiro trimestre de 2027, com o IPCA cheio de 3,4%.
Decisão do Copom
Diante do cenário de alta incerteza, o Copom optou por manter a taxa Selic em 15% a.a. A decisão visa garantir a estabilidade de preços e estimular a atividade econômica, além de contribuir para o pleno emprego.
O Comitê reforçou que continuará acompanhando de perto os desdobramentos da política fiscal e os impactos sobre a política monetária e os ativos financeiros. Destacou também a importância de manter uma postura cautelosa em MEIo ao atual cenário de elevada incerteza.
Projeções e Riscos
As expectativas de inflação para os próximos anos permanecem acima da meta, com riscos tanto de alta quanto de baixa. Entre os riscos de alta, destacam-se a desancoragem das expectativas de inflação e a resiliência na inflação de serviços. Já entre os riscos de baixa, estão uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica e uma redução nos preços das commodities.
Conclusão
Em resumo, o Copom decidiu manter a Selic em 15% a.a. e reforçou a necessidade de uma política monetária contracionista por um período prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta. O Comitê ressaltou que continuará monitorando de perto os cenários nacional e internacional, ajustando sua estratégia conforme necessário.
Fonte: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
