Guilherme Mello é cotado para diretoria do Banco Central sob governo Lula
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, demonstrou satisfação com a possível indicação para a diretoria do Banco Central, sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mello enfatizou estar à disposição para cumprir as atribuições que lhe forem designadas.
Em entrevista coletiva, Mello optou por não antecipar os próximos passos da política de juros do BC, apesar de indicar que vê espaço para redução da Selic. Ele destacou que o país está progredindo no caminho certo em direção ao desafio de atingir a meta de inflação de 3%.
O secretário ressaltou que a atuação coordenada das políticas econômica, fiscal e monetária resultou em impactos positivos na inflação em 2025. Mello também mencionou não ter recebido um convite formal para a diretoria do BC até o momento.
Dívida pública depende de ações do Banco Central
Mello enfatizou que a estabilização da dívida pública no Brasil não será alcançada apenas com medidas fiscais do governo. Ele destacou a importância da política monetária implementada pelo BC para melhorar esse indicador.
Um relatório da Secretaria de Política Econômica apontou que o gasto do governo com juros da dívida pública, devido à alta taxa Selic no país, foi o principal fator para o crescimento do endividamento público em 2025. A dívida bruta fechou o ano em 78,7% do PIB, com um aumento de 2,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Interferência da taxa Selic na economia
Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano, o BC tem buscado controlar a inflação, apesar de sinalizar possíveis cortes a partir de março. Mello ressaltou que o governo possui mecanismos fiscais para contribuir com a estabilização da dívida pública.
A indicação de Mello para a diretoria de Política Econômica do BC tem gerado expectativas, dada a sua trajetória como professor da Unicamp e sua participação no plano econômico de Lula para as eleições de 2022. No entanto, sua inclinação política e ligação com o PT têm causado preocupações no mercado financeiro, refletindo nas taxas de juros de longo prazo.
Conclusão
Guilherme Mello reconhece a importância de uma atuação conjunta entre políticas econômica, fiscal e monetária para impulsionar o desenvolvimento do país. A possível indicação para a diretoria do Banco Central abre perspectivas sobre seu papel na condução da política econômica nacional, sobretudo diante dos desafios relacionados à dívida pública e à inflação.
Fonte: InfoMoney
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
