Janeiro registra recorde: 79,5% das famílias estão endividadas, aponta CNC

Taxa de endividamento atinge recorde em janeiro

A taxa de endividamento das famílias brasileiras atingiu 79,5% em janeiro, repetindo o patamar recorde alcançado em outubro de 2025. Isso significa que quase 8 em cada 10 famílias possuem dívidas a vencer, como cartão de crédito, cheque especial, carnês, empréstimos e prestações de carro e casa. O percentual registrou um aumento de 3,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

Percepção do endividamento e inadimplência

Apesar do alto índice de endividamento, houve uma queda no percentual de famílias com dívidas em atraso, que chegou a 29,3%, o menor patamar desde abril do ano passado. Por outro lado, a percepção de estar “muito endividado” aumentou, passando de 15,7% em dezembro para 16,1% em janeiro. Além disso, o tempo médio das dívidas em atraso subiu para 64,8 meses, impulsionado pelo número de famílias inadimplentes há mais de 90 dias, chegando a 49,2%.

Comprometimento da renda e cartão de crédito

A pesquisa também mostrou que 56,2% das famílias possuem entre 11% e 50% da renda comprometida com dívidas. O cartão de crédito continua sendo o maior vilão, concentrando 85,4% das pendências. Para 19,5% dos entrevistados, mais da metade dos ganhos mensais já é direcionada para o pagamento de dívidas, restando menos de 50% para despesas básicas.

Desafios e recomendações

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, alertou que os altos índices de endividamento estão diretamente ligados às taxas de juros praticadas no Brasil, que estão entre as maiores do mundo. Ele ressaltou a importância de priorizar o equilíbrio das contas públicas para possibilitar uma flexibilização da política monetária, aliviando a carga sobre consumidores e empresas.

Em análise por faixa de renda, foi observado um aumento no percentual de famílias que declaram não ter condições de pagar suas dívidas, principalmente nas faixas de renda mais baixas. Em contrapartida, para as famílias com renda acima de 10 salários mínimos, o indicador apresentou uma redução.

Diante desse cenário, a inadimplência geral registrou uma queda, refletindo a capacidade dos brasileiros em manter em dia o pagamento de suas dívidas. Apesar disso, o aumento no tempo das dívidas em atraso, no comprometimento da renda e na percepção de endividamento sinalizam a necessidade de um planejamento financeiro mais eficiente e o controle das despesas para evitar um agravamento da situação econômica das famílias no país.

Fonte original: Valor Econômico

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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