Impactos da reforma tributária nas operações empresariais e logística: o que muda?

Empresas se Adaptam à Reforma Tributária

A Reforma Tributária de 2026 já está gerando impactos nas operações das grandes empresas, que estão se ajustando para atender às novas exigências. Com a sanção da Lei Complementar 227/2026, que regulamenta o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), as companhias estão revendo seus cadastros de clientes, centros de distribuição e relacionamentos com fornecedores para se adequar ao novo modelo tributário baseado no princípio do destino.

A mudança de maior destaque trazida pela reforma é o princípio do destino, no qual o Imposto passa a ser devido no local onde ocorre o consumo do bem ou serviço. Empresas, como a Netflix, por exemplo, estão atualizando os endereços cadastrados dos usuários devido a essa alteração na sistemática de arrecadação.

Impactos nas Plataformas de Delivery e Outros Setores

O princípio do destino também afeta a tributação de empresas de entrega, como iFood e 99Food. Nestes casos, o local de entrega passa a ter mais relevância na apuração do Imposto, levando os sistemas a calcular os Impostos em tempo real para cada transação específica.

Com a mudança para o princípio do destino, haverá maior ênfase na eficiência logística na definição dos centros de distribuição das empresas. A localização dos CDs agora prioriza a operacionalidade e o mercado consumidor, em detrimento das vantagens fiscais.

Não Cumulatividade na Cadeia Produtiva

Outro ponto central da reforma é a não cumulatividade dos Tributos, que permite que o Imposto pago em etapas anteriores da cadeia gere créditos para o adquirente. Porém, para aproveitar esses créditos, os fornecedores precisam estar em conformidade, emitindo os documentos fiscais necessários.

Com isso, empresas já estão enviando formulários aos fornecedores para avaliar a adequação aos novos processos fiscais. A regularidade fiscal dos fornecedores se torna crucial na escolha e manutenção dos mesmos, impactando diretamente no custo da operação.

Nova Realidade Operacional em MEIo à Implementação da Reforma

Com a implementação da reforma tributária em andamento e a cobrança das alíquotas-teste do IBS e da CBS em vigor, as empresas estão se adaptando a ajustes estruturais que vão além da apuração fiscal. A revisão de cadastros, redefinição de centros de distribuição, mapeamento do mercado consumidor e monitoramento da regularidade de fornecedores são alguns dos desafios enfrentados.

A governança tributária e a integração entre as áreas fiscal, logística e comercial se tornam ainda mais importantes nessa nova configuração do sistema tributário. A transparência e controle sobre os créditos gerados ao longo da cadeia produtiva serão fundamentais, fortalecendo a lógica da não cumulatividade da reforma tributária.

Fonte original: Receita Federal

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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