Emprego impulsiona, mas juros e custos desafiam crescimento da construção civil

Construção Civil Brasileira Enfrenta Desafios com Juros e Custos Elevados

A construção civil brasileira fechou 2025 crescendo 1,3%, impulsionando o PIB do país. Mesmo com um cenário macroeconômico favorável, a alta dos juros e dos custos de mão de obra e insumos pressionaram o setor, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

O mercado de trabalho, com a menor taxa de desemprego desde 2012, manteve a resiliência do setor, que empregou 2,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada, mas enfrentou pressão na confiança dos empresários. A Sondagem da Construção revelou um cenário de cautela nas decisões de investimento.

Custos em Alta e Pressão nos Insumos

Os custos da construção tiveram aumento de 5,9% em 2025, acima da inflação oficial, com destaque para a mão de obra, que teve alta de 8,98%. Além disso, os insumos como cimento e fio de cobre encareceram, impactando os custos das obras em diferentes regiões do país.

Enquanto o Sul liderou a elevação dos preços, o Norte e Centro-Oeste tiveram cenários mais favoráveis, com quedas nos custos de alguns insumos. A variação de preços fugiu da lógica histórica, com descolamento entre câmbio e insumos dolarizados.

Mercado de Trabalho Aquecido e Consumo em Destaque

Apesar do encarecimento, o mercado de trabalho na construção se manteve aquecido em 2025, com mais de 3 milhões de trabalhadores formais em alguns meses. A geração de vagas desacelerou, mas a construção foi o segundo segmento com maior salário médio de admissão no país, de R$ 2.294.

Regionalmente, São Paulo liderou a criação de vagas, e estados do Nordeste como Pernambuco, Bahia e Ceará voltaram a se destacar na geração de empregos na construção. Enquanto as vendas no varejo de material de construção recuaram, o consumo de cimento cresceu em 2025.

Crédito Imobiliário e Perspectivas para 2026

No crédito imobiliário, houve reacomodação, com queda de 13% nas operações com recursos da poupança e alta de 8,75% com recursos do FGTS em 2025. O presidente executivo da CBIC aponta os juros elevados e a carga tributária como principais desafios do setor.

Para 2026, as projeções indicam um crescimento de 2% na construção, impulsionado pela expectativa de queda na taxa Selic, ampliação do crédito habitacional e investimentos em infraestrutura. A construção civil é vista como fundamental para impulsionar o crescimento econômico do país, desde que o crédito reaja e os juros recuem consistentemente.

A expectativa é de que, com essas medidas, o setor possa exercer um papel ainda mais relevante como motor do crescimento econômico brasileiro.

Fonte: CNN Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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