Golpes digitais se aproveitam da declaração do Imposto de Renda 2026
Com o início do prazo para entrega do Imposto de Renda 2026, golpistas têm utilizado a temática para enganar contribuintes na internet. Usando de artifícios como se passar pela Receita Federal, escritórios de contabilidade e até advogados, os criminosos buscam obter vantagens financeiras ou informações pessoais das vítimas.
Esses golpes exploram a confiança e o comportamento das pessoas, sem depender necessariamente de falhas nos sistemas bancários. A engenharia social é utilizada para criar narrativas convincentes e induzir as vítimas a fornecer dados sensíveis ou realizar transações financeiras prejudiciais.
Novos golpes identificados em 2026
Um dos golpes mais recentes identificados pela Kaspersky envolve o envio de e-mails falsos que notificam os contribuintes sobre pendências no Imposto de Renda, sendo exigido um pagamento de R$ 288,86 via Pix ou boleto. A promessa é de regularização e evitação de problemas com a Receita Federal, com prazo apertado de dois dias úteis para o pagamento.
A empresa de segurança cibernética bloqueou 11 sites criados por cibercriminosos que se passavam pelo gov.br, visando roubar credenciais para acessar declarações pré-preenchidas e assim cometer fraudes financeiras e clonagem de documentos.
Uso de inteligência artificial torna os golpes mais sofisticados
A crescente utilização de inteligência artificial tem contribuído para tornar os golpes mais elaborados em 2026. A tecnologia é empregada em diversas etapas para conferir verossimilhança e escala aos ataques realizados pelos criminosos.
Um dos golpes identificados é o da malha fina e pendências fictícias, no qual os cibercriminosos utilizam IA generativa para espelhar portais governamentais de forma precisa, criando e-mails e mensagens personalizadas para enganar os contribuintes e induzi-los a clicar em links maliciosos.
Dicas para se proteger dos golpes
Para evitar cair em golpes durante o período de declaração do Imposto de Renda, é importante desconfiar de mensagens recebidas, uma vez que a Receita Federal não envia e-mails ou SMS com links para download de programas. Além disso, o contribuinte deve consultar apenas fontes oficiais e nunca fornecer informações pessoais sigilosas em sites não oficiais.
Validar guias de pagamento, confirmar a identidade de novos contatos e monitorar as transações bancárias também são medidas importantes para se proteger. Investir em segurança digital, manter softwares atualizados e, em caso de queda em golpes, contatar imediatamente o banco, registrar boletim de ocorrência e mudar senhas são ações fundamentais.
Fonte: Exame
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
