Corinthians e PGFN fecham histórico acordo fiscal de R$ 1,2 bilhão

Corinthians firma acordo fiscal de R$ 1,2 bilhão com a PGFN

O Sport Club Corinthians Paulista formalizou uma transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar um passivo fiscal acumulado ao longo de quase 20 anos. O montante total envolvido no acordo é de cerca de R$ 1,2 bilhão, abrangendo débitos não previdenciários, previdenciários e valores relacionados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A composição da dívida inclui R$ 1 bilhão em débitos tributários não previdenciários, R$ 200 milhões em contribuições previdenciárias e R$ 15 milhões referentes ao FGTS.

Detalhes do acordo e prazos de pagamento

A transação prevê o pagamento de R$ 679 milhões em dinheiro, com desconto de 46,6% sobre juros, multas e encargos legais. Os prazos de pagamento variam de acordo com a natureza do débito: 120 parcelas para débitos não previdenciários, 60 parcelas para débitos previdenciários e 60 prestações para o FGTS.

Além disso, o clube aderiu à modalidade administrada pela Caixa Econômica Federal para o FGTS, com desconto superior a 30%.

Garantias e impactos contábeis

O Corinthians ofereceu receitas da Timemania e o Parque São Jorge Clube Esportivo, avaliado em R$ 602,2 milhões, como garantias da transação. A formalização de acordos desse porte exige cuidado com o tratamento contábil, provisionamento e impacto no fluxo de caixa da entidade.

A manutenção da regularidade fiscal futura pelo clube é um ponto crucial do acordo, com acompanhamento contínuo da PGFN.

Transações tributárias com outros clubes

A PGFN tem feito acordos semelhantes com outros clubes de futebol, como o Sport Club Internacional, Sport Club do Recife, Cruzeiro Esporte Clube e Clube Atlético Mineiro. Outras entidades esportivas que já formalizaram transações tributárias incluem Bahia, Vasco da Gama, Botafogo, Fluminense e Flamengo. Essas transações podem influenciar a abordagem contábil de passivos fiscais e exigir planejamento financeiro adequado.

A adesão a tais acordos pode demandar reavaliação de provisões, contingências e ajustes nas demonstrações financeiras, além de impactar o fluxo de caixa e a gestão financeira das entidades. Controlar a regularidade fiscal e manter o cumprimento das obrigações correntes são cruciais para preservar os benefícios dos acordos e evitar reincidência em dívidas fiscais.

Fonte: Agência Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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