Novo crédito de R$ 15 bi para exportação deve beneficiar pequenas indústrias, afirma CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a Medida Provisória nº 1.345/2026, que cria uma linha de crédito de até R$ 15 bilhões para financiar exportações, pode trazer alívio para as pequenas e médias indústrias brasileiras em MEIo a pressões no cenário externo.
Os recursos disponibilizados pelo governo federal serão operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e terão como foco principal as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), além de fornecedores ligados às cadeias exportadoras.
Com a desaceleração da economia global e aumento de barreiras comerciais, como o tarifaço dos Estados Unidos, a medida é vista como uma forma de fomentar as vendas externas e evitar a propagação de problemas financeiros nas cadeias produtivas.
Suporte financeiro em MEIo a desafios econômicos
Diante de um cenário marcado por juros altos que limitam investimentos e capital de giro, o governo busca reforçar o acesso ao crédito para impulsionar não só as exportações diretas, mas toda a cadeia produtiva ligada ao comércio exterior.
A nova linha de crédito permitirá financiamento para diversas finalidades, como capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, expansão da capacidade produtiva, investimentos em inovação e adaptação de produtos e processos.
Plano Brasil Soberano 2 prioriza setores estratégicos
O plano estabelecido prioriza setores mais expostos às turbulências externas, incluindo siderurgia, metalurgia, indústria automotiva, farmacêutica, máquinas e equipamentos, e eletrônicos. Os recursos virão do superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e de outras fontes sob supervisão do Ministério da Fazenda.
A iniciativa faz parte do Plano Brasil Soberano 2, que visa mitigar os efeitos do aumento de tarifas sobre produtos brasileiros no exterior. A CNI ressalta a importância de converter a MP em lei para garantir a segurança jurídica, fundamental para previsibilidade e efetividade das operações.
Além disso, o avanço na operacionalização do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), previsto na Lei nº 15.359/2026, é destacado como um elemento-chave para facilitar o acesso ao financiamento, especialmente para empresas menores.
Instrumentos essenciais para competitividade global
Para a indústria, mecanismos como o FGCE são cruciais para alinhar o Brasil às práticas internacionais e permitir que as empresas nacionais compitam em condições mais equilibradas no mercado global. A aproximação dessas práticas é vista como um caminho para fortalecer a competitividade e sustentabilidade do setor industrial brasileiro.
Fonte: CNN Brasil
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