Após Suprema Corte anular tarifas dos EUA, XP revela cenário futuro e próximas ações a serem tomadas

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas de Trump

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas abrangentes impostas pelo ex-presidente Donald Trump animou os mercados, mas ainda gera dúvidas sobre seus impactos e os próximos passos a serem tomados.

De acordo com a analista política da XP Investimentos, Sol Azcune, a decisão da Suprema Corte não afeta tarifas impostas com base em outras leis, como a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962 (segurança nacional) ou a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 (práticas comerciais desleais). Dessa forma, tarifas sobre aço, alumínio e setores específicos permanecem em vigor.

A Suprema Corte atingiu principalmente as tarifas “recíprocas” que eram parte da estratégia comercial de Trump. A decisão não invalida automaticamente todas as tarifas existentes, mas estabelece limites claros para o uso de instrumentos emergenciais na política comercial.

Próximos passos do governo

Apesar da derrota judicial, a decisão não exclui o uso de tarifas como ferramenta da política comercial. O governo tem indicado que está se preparando para esse cenário e pode buscar alternativas previstas em outras leis, como:

– Lei de Comércio de 1974 – Seção 122: permite ao presidente impor tarifas de até 15% por até 150 dias, sem aprovação prévia do Congresso.
– Lei de Expansão do Comércio de 1962 – Seção 232: autoriza tarifas por razões de segurança nacional, com um processo mais lento, porém juridicamente robusto.
– Lei de Comércio de 1974 – Seção 301: permite tarifas contra países que violem acordos comerciais, com investigações extensas e justificativa técnica.

Destino da arrecadação e pressão política

Uma questão sensível é o destino da arrecadação feita através das tarifas. Esses valores funcionam como Impostos sobre importações, sendo repassados aos consumidores. A devolução dessas taxas ainda não está clara e pode gerar litígios e pressão política de setores afetados.

A decisão da Suprema Corte redefine os limites institucionais da política comercial americana, trazendo mais previsibilidade jurídica para parceiros internacionais. Por outro lado, não elimina o risco de novas tarifas, que devem ser implementadas por instrumentos legais mais específicos e demorados.

Conclusão

A queda das tarifas de Trump pela Suprema Corte dos EUA traz impactos significativos para a política comercial do país. O governo terá que buscar alternativas legais para continuar utilizando tarifas como ferramenta, enquanto a devolução da arrecadação das taxas levanta novas questões. A previsibilidade jurídica para parceiros internacionais aumenta, mas o risco de novas tarifas permanece, agora sujeito a processos mais detalhados e demorados.

Fonte: Estadão

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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