Economia brasileira deve desacelerar em 2026, apontam analistas
No cenário econômico marcado por incertezas geopolíticas e eleições presidenciais polarizadas, a economia do Brasil apresenta perspectivas de desaceleração em 2026. Após um crescimento de 2,3% em 2025, o país enfrenta um ambiente de menor otimismo para o ano em curso.
Analistas projetam que a atividade econômica registrará um ritmo mais forte no primeiro semestre, impulsionado pela agropecuária e medidas de incentivo do governo. No entanto, há expectativa de uma desaceleração na segunda metade do ano, em linha com o que ocorreu no ano anterior.
Com incertezas geopolíticas provenientes do recente conflito no Oriente Médio, consumidores, governo e o Banco Central tendem a adotar posturas mais cautelosas. A escalada de ataques ao Irã intensificou as preocupações com a inflação e as possíveis interrupções no fluxo de petróleo e gás.
Impactos geopolíticos e eleições influenciam cenário econômico
Diante do cenário de guerra no Oriente Médio, o Brasil pode ser beneficiado, especialmente na balança comercial, que conta com exportações de produtos agrícolas e petróleo. A economista Ariane Benedito destaca a vantagem competitiva do país com o câmbio desvalorizado e a possibilidade de aumentar as exportações de petróleo e se beneficiar do aumento nos preços.
Contudo, a elevação dos preços do petróleo pode impactar a inflação doméstica, caso o barril ultrapasse a marca de US$95. Essa situação poderia ocorrer em caso de interrupção no Estreito de Ormuz por mais de quatro semanas, reduzindo significativamente os estoques disponíveis.
Cenário eleitoral e decisões do Banco Central influenciam perspectivas
Com a expectativa de redução da taxa de juros pelo Banco Central, investidores monitoram a evolução do conflito no Oriente Médio e suas possíveis repercussões na economia brasileira. Uma escalada da situação no Oriente Médio pode gerar pressões inflacionárias, dificultando o ritmo de cortes da taxa básica de juros.
A incerteza geopolítica e a polarização eleitoral no país apontam para um ano de desafios econômicos. A proximidade das eleições presidenciais adiciona um fator de incerteza, impactando o segundo semestre e trazendo reflexos para as políticas de estímulo do governo.
Expectativas para o PIB e avaliações de especialistas
Economistas avaliam que o Banco Central pode adotar uma postura cautelosa diante do cenário geopolítico atual, o que pode influenciar as decisões sobre a taxa de juros no país. A expectativa é de que a economia brasileira registre um crescimento modesto em 2026, estimado em 1,8% a 1,9%.
Observando a conjuntura econômica e política, a projeção do Ministério da Fazenda indica um crescimento do PIB em torno de 2,3% para este ano. No entanto, a incerteza e a volatilidade nos mercados internacionais trazem desafios adicionais para a economia brasileira, que terá que lidar com um ambiente instável nos próximos meses.
Fonte: Estadão
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