Adiamento da Votação da MP que Substitui Alta do IOF
A votação da Medida Provisória (MP) 1.303 que cria compensações para substituir a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi adiada mais uma vez. O texto, que prevê compensações fiscais, acabou sendo adiado para a próxima terça-feira (7), um dia antes do prazo final para apreciação da matéria.
Se a MP não for votada até o dia 8, perderá a validade. Antes de seguir para os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a proposta precisa ser apreciada por uma comissão especial. Com o novo cronograma, toda a tramitação terá que ser concluída em apenas um dia.
Resistência e Negociações do Governo
O próprio governo decidiu adiar a votação da MP para ter mais tempo de negociar com os parlamentares. A medida é considerada essencial pelo Ministério da Fazenda para fechar as contas públicas de 2025 e cumprir a meta fiscal estabelecida.
A resistência política maior vem do Centrão, que se opõe ao aumento da tributação sobre empresas de apostas esportivas (bets) e sobre as fintechs. O governo tem sinalizado abrir mão da tributação sobre as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e retomar a isenção das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), em uma tentativa de acordo com a bancada ruralista.
Pontos Principais da MP 1.303
A MP estabelece o aumento da alíquota sobre a receita bruta das apostas esportivas (bets) de 12% para 18%. Também propõe a alteração da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para as fintechs, com a aplicação de duas alíquotas, 15% e 20%, equiparando a tributação ao modelo das instituições financeiras tradicionais.
Risco Fiscal e Jurídico
A equipe econômica considera a aprovação da MP fundamental para garantir o equilíbrio das contas públicas em 2025. No entanto, a Receita Federal expressa preocupação com a insegurança jurídica, uma vez que boa parte do conteúdo da medida está em vigor desde sua edição e pode deixar de produzir efeitos caso o texto não seja votado.
A situação política em relação à votação da MP 1.303 permanece tensa, com negociações em andamento para tentar conquistar apoio e encontrar um consenso sobre os pontos mais polêmicos do texto. Agora, resta aguardar a próxima terça-feira para saber se a medida será aprovada ou se perderá sua validade.
Fonte original: Agência Brasil
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
