Prévia da Inflação Mostra Desaceleração e Fica Abaixo das Expectativas
A prévia da inflação, divulgada recentemente, registrou um avanço de 0,48%, abaixo da expectativa do mercado que era de 0,51%. No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou de 4,95% para 5,32%. Apesar dos dados mais benignos, economistas acreditam que esse cenário não será suficiente para antecipar um corte de juros pelo Copom.
Segundo especialistas, os núcleos de inflação estão em queda, com destaque para o grupo de alimentação, que registrou deflação pelo quarto mês consecutivo. Por outro lado, a pressão de alta veio principalmente do grupo Habitação, com aumento de 12,17% na energia elétrica.
Descompressão nos Serviços e Movimentações no Mercado Econômico
Economistas apontam que a prévia da inflação indica uma certa descompressão nos serviços, embora a volatilidade possa continuar nos próximos meses. A queda expressiva no seguro voluntário de veículo e a apreciação do câmbio contribuíram para o cenário mais favorável.
A média dos núcleos da inflação recuou, destacando-se a deflação em Alimentação e Bebidas, e em Transportes. A dinâmica inflacionária mostra uma tendência mais benigna, com a apreciação do real contribuindo para conter a inflação de bens.
Expectativas para a Política Monetária e Corte de Juros
Apesar dos avanços positivos, os resultados não devem impactar a condução da política monetária no curto prazo. O Copom ainda se mostra cauteloso com os ganhos na inflação e deve manter uma abordagem restritiva até obter mais confiança de que o aperto monetário está sendo transmitido à economia.
A Suno Research e XP projetam a Selic em 15% até o final de 2025, com início dos cortes a partir do primeiro trimestre de 2026. A expectativa é que o Banco Central inicie o ciclo de flexibilização monetária somente quando houver evidências mais robustas da convergência da inflação à meta.
Para Igor Cadilhac, do PicPay, as melhorias atuais favorecem a evolução dos modelos de inflação, porém, as revisões de hiato e a avaliação qualitativa ainda preocupam o Banco Central. A instituição projeta o início do ciclo de flexibilização monetária para março de 2026.
Conclusão
A prévia da inflação demonstra sinais de desaceleração e movimentações no mercado econômico, com destaque para a queda nos núcleos de inflação e a pressão de alta em Habitação. Apesar dos resultados positivos, a condução da política monetária deve permanecer cautelosa, com expectativas de cortes de juros a partir do primeiro trimestre de 2026, conforme projeções de diferentes especialistas e instituições financeiras.
Fonte original: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
