Mercosul e Efta firmam acordo para criação de zona de livre comércio
Ministros de relações exteriores dos países membros do Mercosul e da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) assinaram um acordo que visa liberalizar 97% das exportações entre os blocos. Com a medida, espera-se uma redução de preços no Brasil para produtos importados como chocolates suíços e bacalhaus noruegueses.
Estímulo a novos acordos comerciais
O acordo firmado entre Mercosul e Efta busca abrir caminho para a assinatura de novos tratados, inclusive com a União Europeia. O Brasil, que atualmente preside o Mercosul, tem como meta concluir um acordo com a UE ainda neste ano, durante a reunião de países do bloco.
Trâmites necessários para entrada em vigor
Apesar da assinatura do acordo, ainda é necessário que cada país envolvido realize a ratificação final. No caso do Brasil, a aprovação do acordo precisa passar pelo Congresso. A implementação definitiva do tratado não possui um prazo específico, mas poderá entrar em vigor assim que ao menos um país de cada bloco concluir o processo de ratificação.
Impacto econômico do acordo
Com a criação da zona de livre comércio entre Mercosul e Efta, estima-se que o tratado beneficiará quase 300 milhões de pessoas e movimentará uma economia combinada de mais de US$ 4,3 trilhões. A Efta se compromete a eliminar 100% das tarifas de importação nos setores industrial e pesqueiro, o que representa uma abertura de quase 99% do valor das exportações brasileiras para os mercados da Efta.
Perspectivas para o cenário global
Em um momento de tensões comerciais e aumento do protecionismo em diversos países, a assinatura do acordo entre Mercosul e Efta representa um avanço em direção ao multilateralismo no comércio internacional. O Brasil mantém sua intenção de fortalecer o comércio global ao buscar tratados comerciais com importantes blocos econômicos, como a União Europeia.
Conclusão
Com a assinatura do acordo entre Mercosul e Efta, a criação de uma zona de livre comércio tende a beneficiar significativamente a economia dos países envolvidos. A redução de tarifas de importação e a liberalização das exportações podem impulsionar o comércio internacional e fortalecer as relações comerciais entre os blocos sul-americanos e europeus. A expectativa agora é de que o tratado seja ratificado e implementado com sucesso, promovendo o crescimento econômico e a integração entre os países signatários.
Fonte: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
