Poucas residências são protegidas por seguro no Brasil
Apenas 20% das 90 milhões de residências no Brasil possuem seguro residencial, segundo especialistas. Entre 2000 e 2024, desastres naturais com água causaram prejuízos que ultrapassaram R$ 600 bilhões, incluindo danos às habitações estimados em R$ 57 bilhões, deixando mais de 9 milhões de pessoas desabrigadas ou desalojadas.
Baixa adesão a coberturas contra alagamentos e inundações
Dos seguros residenciais existentes, menos de 0,14% possuem cobertura para alagamentos e inundações. Essa cobertura não é obrigatória e pode ser adicionada de forma opcional. A cobertura básica inclui riscos como incêndio, queda de raio e explosão, sendo exigido pelo menos uma cobertura adicional, que pode ser escolhida de uma lista variada.
Consulta pública busca aumentar inclusão de proteção em seguro residencial
Diante da baixa adesão à cobertura para alagamentos, a Susep abriu uma consulta pública para discutir possíveis alternativas. As opções incluem tornar a cobertura obrigatória nas apólices básicas, agrupá-la com outras coberturas populares, exigir consentimento explícito do segurado ou manter o modelo atual.
Implantação de novas regras pode demandar tempo
Após a consulta pública, a Susep analisará os feedbacks, emitirá um relatório final e proporá uma minuta normativa. A aprovação inicial pode levar de 3 a 6 meses, dependendo do volume de discussões e complexidade dos temas. Já a adaptação das seguradoras pode variar de 180 dias a um ano, pois implica em alterações nos sistemas, contratos e precificações.
Mitos e verdades sobre seguro residencial
Diversas informações errôneas circulam sobre seguros residenciais. O custo do seguro varia conforme o valor segurado e as coberturas escolhidas, podendo ser acessível. A cobertura básica obrigatória prevê, no mínimo, proteção contra incêndios, queda de raio e explosão. Proprietários e inquilinos podem contratar seguros específicos, sendo sugerido que inquilinos também protejam seus bens pessoais.
Cobertura contra alagamentos não é automática na maioria das apólices
Enquanto a cobertura básica não inclui alagamentos e inundações, é possível contratar coberturas adicionais específicas para esses eventos. As causas de entrada de água, como alagamentos, inundação, enxurrada e movimentos de massa, são eventos distintos com coberturas diversas.
Seguro residencial é preventivo e protege contra imprevistos
Contrariando a crença de que seguro residencial não é necessário se nunca houve problemas, a proteção visa evitar grandes prejuízos de maneira preventiva. Danos comuns, como queimaduras de aparelhos por variações de energia, são cobertos, assim como quebra de vidros e assistência 24 horas para reparos do dia a dia.
Fonte: Exame
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
