Evite a armadilha da herança antecipada e afaste a perspectiva de envelhecer na miséria – confira dicas para se proteger!

Risco da herança antecipada: como se proteger?

O caso do empresário Ernesto Iannoni, fundador da Flexform e radicado no Brasil, reforçou os riscos envolvendo a doação de bens em vida. Essa prática tem se tornado mais comum nas famílias brasileiras, buscando evitar inventários demorados e custosos. No entanto, especialistas alertam para os cuidados necessários para não acabar sem patrimônio.

Segundo o advogado Fabio Botelho Egas, a pressa em transferir bens para os herdeiros pode gerar consequências irreversíveis. Muitos pais acabam doando todo o seu patrimônio sem refletir sobre as possíveis repercussões, como no caso de Iannoni, que hoje vive isolado em sua fazenda e acusa a família de fraudes e má gestão do patrimônio.

A doação, prevista no Código Civil, é um processo definitivo e sem contrapartida financeira. Uma vez feita a transferência dos bens, não há volta. Para evitar situações de vulnerabilidade na velhice, é essencial garantir a sobrevivência em vida, como doar cotas de empresa mantendo usufruto ou reservar imóveis para moradia própria.

Além disso, a avaliação correta dos bens doados é fundamental para evitar acusações de fraudes. Em casos como o da Flexform, suspeita-se que as cotas tenham sido transferidas com valores subestimados, o que pode acarretar problemas futuros. Por isso, especialistas recomendam avaliações externas e independentes para transparência nos ativos do negócio.

Outro ponto crucial destacado pelos especialistas é a preparação dos herdeiros para lidar com o patrimônio. Muitos empresários não preparam adequadamente seus sucessores, o que pode resultar em problemas na gestão dos bens. Treinamento gradual e acompanhamento da maturidade dos herdeiros são essenciais nesse processo.

A advogada Laisa Santos ressalta a importância de um planejamento sucessório personalizado, levando em conta as particularidades de cada família. Cláusulas restritivas, holdings familiares e instrumentos de governança podem ser utilizados para proteger o patrimônio de dívidas, disputas conjugais e má administração.

Para garantir a segurança na sucessão, os especialistas destacam a subutilização do testamento no Brasil. Esse instrumento oferece maior controle ao doador, permitindo organizar a sucessão sem abrir mão do patrimônio em vida. Dessa forma, possíveis injustiças ou arrependimentos podem ser evitados após a morte.

O caso de Iannoni serve como alerta para os riscos envolvidos na antecipação da herança. A sucessão patrimonial deve ser tratada não apenas como uma questão financeira, mas como uma escolha de vida. Planejar cuidadosamente o processo, com assessoria jurídica especializada e considerando as individualidades de cada família, é fundamental para evitar futuros litígios e proteger o patriônio familiar.

Fonte: CNN Brasil

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

AmdJus - Portal de contabilidade online
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.