Governo central tem déficit primário de R$ 59,1 bilhões em julho
O governo central fechou o mês de julho com um déficit primário de R$ 59,124 bilhões, o segundo pior resultado para esse mês desde o início da série histórica, em 1997. Em comparação com julho de 2024, houve um significativo aumento no saldo negativo, que naquele ano foi de R$ 8,868 bilhões.
Impacto da alta nas despesas e receitas
A queda nas contas do governo foi destacada por uma alta real de 3,9% na receita líquida, excluindo as transferências para governos regionais. Já as despesas totais tiveram um aumento real de 28,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Desagregação das despesas
O aumento nas despesas foi impulsionado pelo maior desembolso em benefícios previdenciários (26,8%) e pessoal e encargos sociais (17,9%). Um dos fatores que contribuíram para esse cenário foi o adiamento do pagamento de precatórios para o mês de julho.
Receitas x Despesas
No que diz respeito às receitas, houve um aumento real de 5,8% na arrecadação administrada pela Receita Federal, englobando a coleta de Impostos federais. Destaque para o crescimento de 7% na arrecadação com Imposto de Renda e de 13,6% com a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Aumento de Tributos
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) teve um aumento de 15,7%, após o governo elevar as alíquotas deste tributo. Por outro lado, a arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) registrou um recuo de 24,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Conclusão
O desempenho financeiro do governo central em julho reflete a complexa situação econômica do país, com o déficit primário impactado por uma série de fatores, como a mudança no calendário de pagamentos e o aumento das despesas previdenciárias e salariais. A arrecadação, por sua vez, apresentou variações positivas e negativas nos diferentes tipos de Impostos, evidenciando a necessidade de um equilíbrio nas contas públicas para os próximos meses.
Fonte: CNN Brasil
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