Economistas projetam corte de 0,25 p.p. na Selic apesar da alta da inflação
Na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a expectativa é que a taxa Selic seja reduzida em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,50%. Mesmo com os riscos inflacionários decorrentes do aumento dos preços das commodities, os economistas acreditam que manter a taxa extremamente restritiva pode prejudicar a atividade econômica sem necessariamente controlar a inflação de origem externa.
Cenário macroeconômico e impacto do conflito no Oriente Médio
Desde a última reunião do Copom em março, o cenário econômico se tornou mais desafiador, com a inflação sendo pressionada pelo aumento dos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio. Essa situação levou a uma revisão nas projeções de inflação para 2026, que subiram de 3,8% para mais de 5% após o início da guerra.
Projeções e expectativas para a taxa Selic
Os economistas projetam a continuidade dos cortes na Selic, porém em um ritmo de “calibração”. A expectativa é de um corte de 0,25 ponto percentual nesta reunião, com projeções que apontam para uma Selic terminal de 13,25% ao final de 2026. Alguns especialistas acreditam que haverá cortes adicionais ao longo do ano, com possibilidade de aceleração para 0,50 ponto percentual até o final do ano, dependendo da estabilização do cenário geopolítico.
Tendências e cenários futuros para a taxa de juros
As projeções variam entre os economistas, com estimativas que sugerem uma Selic terminal de 12,5% para o fim de 2026, mas com um “viés altista” em caso de prolongamento do conflito no Oriente Médio. Alguns especialistas acreditam que o Banco Central adotará uma postura defensiva e de “ajuste fino” até que as expectativas de longo prazo se estabilizem, com a taxa podendo atingir 13%.
Em MEIo a um cenário complexo, os dados sobre inflação, atividade econômica e impactos externos como o conflito no Oriente Médio influenciam as decisões do Copom em relação aos cortes na taxa Selic. A parcimônia e o ajuste fino são palavras-chave nesse xadrez econômico, em que a estratégia do Banco Central será crucial para conciliar a necessidade de estimular a economia sem comprometer o controle da inflação.
Fonte: Valor Econômico
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