Guerra no Oriente Médio levanta preocupações sobre estagflação na economia global
O impacto da guerra no Oriente Médio começa a se refletir nos indicadores econômicos globais. Sete semanas de conflito entre Irã e EUA já mostram alta no preço do petróleo e riscos de recessão, trazendo preocupações sobre a chamada “estagflação” — combinação de inflação alta e crescimento baixo.
Os índices de gerentes de compras (PMIs) estarão em foco na próxima semana, revelando os impactos do segundo mês de guerra nas atividades empresariais em diversos países. As leituras preliminares de abril, que incluem economias como Austrália, Estados Unidos, Alemanha, França, zona do euro e Reino Unido, devem indicar uma deterioração mais ampla, com os EUA apresentando estabilidade relativa.
Economistas alertam para o risco de estagflação, termo associado aos anos 1970, quando inflação e crescimento estagnado se combinaram. Mesmo com o atual cessar-fogo no Oriente Médio, os impactos na economia global podem ser duradouros e difíceis de reverter, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Autoridades financeiras, como Kristalina Georgieva, do FMI, destacam que mesmo com um possível fim da guerra, a recuperação econômica pode levar tempo. Os formuladores de política econômica seguem cautelosos, aguardando dados como os PMIs para definir medidas, como a taxa de juros.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) deve analisar os dados de confiança empresarial da França e o índice de clima de negócios da Alemanha. Nos EUA, o Federal Reserve observará o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Mesmo com análises abrangentes, as autoridades destacam a incerteza presente no cenário econômico global.
A Bloomberg Economics ressalta que um possível acordo entre EUA e Irã para encerrar as hostilidades pode não garantir uma paz duradoura, especialmente considerando as tensões persistentes na região. Além disso, a aceleração da inflação em outras regiões, como Canadá, Reino Unido e África do Sul, e decisões de políticas monetárias, da Turquia à Indonésia, permanecem como pontos de atenção.
Fonte: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
