Governo apresenta diretrizes para Orçamento de 2027
Nesta quarta-feira, o governo apresenta o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, com previsão de superávit primário de 0,5% do PIB. A intenção é encerrar o ano com as receitas maiores que as despesas, excluindo os juros da dívida.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) atua como um guia para as contas públicas, definindo metas fiscais, prioridades e parâmetros econômicos que orientarão a elaboração do Orçamento detalhado posteriormente. Também estabelece limites e condições para os gastos federais ao longo do ano.
Meta de superávit é superior a 2026
A meta de superávit primário projetada para 2027, de 0,5% do PIB, é superior à deste ano, que visa alcançar 0,25%, com possibilidade de resultado zero. A alta do petróleo é considerada um fator positivo, impulsionando as receitas, especialmente com a comercialização da parte da União no pré-sal, devido à elevação da cotação internacional decorrente da situação no Oriente Médio.
Por outro lado, as despesas obrigatórias, como a Previdência Social, continuam como o principal componente do Orçamento, esperando atingir cerca de R$ 1,156 trilhão em 2027. O envelhecimento da população e a política de reajuste do salário mínimo são fatores que contribuem para esse cenário.
Previsão para o salário mínimo e desafios fiscais
O projeto também inclui a estimativa do salário mínimo em R$ 1.717 para 2027, utilizado como referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, impactando as despesas públicas. Apesar de melhorias esperadas em algumas despesas, como a redução dos precatórios em 2027, técnicos do governo alertam para desafios estruturais no cenário fiscal.
A rigidez do Orçamento e a necessidade de ampliar receitas continuam sendo pontos críticos para o cumprimento das metas nos próximos anos. O Orçamento completo será enviado ao Congresso em agosto, seguindo as diretrizes estabelecidas no PLDO, que norteará as decisões financeiras do governo para o próximo ano.
Fonte: Estadão
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