Selic dispara e efeitos do ‘fenômeno Trump’ mantêm dólar em alerta na região do Oriente Médio, aponta Rio Bravo

Selic alta e ‘fator Trump’ mantêm o dólar sob controle

O conflito geopolítico no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, somado ao fechamento do Estreito de Ormuz, poderia desencadear uma grande alta do dólar. No entanto, o impacto cambial no Brasil foi contido devido a três fatores fundamentais, conforme análise de José Alfaix, economista da Rio Bravo.

**Atração da Selic e perda de status do dólar sob Trump**

Enquanto o mercado global reage com tensão ao conflito no Oriente Médio, o comportamento do dólar no Brasil não seguiu a esperada fuga de capitais. Segundo Alfaix, a atração da taxa de juros, com a Selic em 14,75%, torna o real atrativo para investidores, compensando o risco.

**Impacto do fator político nos EUA**

O enfraquecimento da moeda americana como ativo de refúgio durante crises, devido à gestão Trump, contribui para que investidores busquem alternativas, como o mercado brasileiro.

**Posição estrutural e comercial do Brasil**

O país, sendo exportador líquido de petróleo, sofre um impacto menor do que importadores em situações de choque direto na balança comercial. Essa posição estratégica contribui para amenizar as consequências do cenário global.

**Blindagem refletida nas cotações**

A resistência do real diante do dólar pode ser observada nas cotações. Antes do conflito, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,13, enquanto, após mais de um mês, encerrou março em R$ 5,18. O ouro, tradicional porto seguro, teve comportamento semelhante, refletindo uma reação menos intensa do que o previsto para um cenário de fechamento do Estreito de Ormuz.

**Aversão ao risco impacta juros e bolsas**

Apesar da proteção cambial proporcionada pelos fatores em questão, o mercado global ainda sofre com aversão ao risco, refletindo preocupação com uma potencial pressão inflacionária. As revisões do boletim Focus apontam aumento da expectativa do IPCA de 3,91% para 4,31%.

**Conclusão da Rio Bravo**

Apesar da turbulência nos mercados e da pressão sobre ativos de renda fixa e variável, a Rio Bravo destaca que os três fatores que sustentam a atratividade do Brasil diante do dólar têm sido essenciais para minimizar os impactos econômicos da crise atual.

Fonte: InfoMoney

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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