Saiba como direcionar uma parcela do Imposto de Renda para fundos no próximo ano

Destine parte do Imposto de Renda para fundos sociais em 2026

Durante a declaração do Imposto de Renda 2026, os contribuintes podem destinar até 6% do valor devido para projetos sociais, sem custo adicional. Apesar de ser uma prática prevista na legislação há anos, ainda é pouco utilizada devido à falta de informação.

Esse mecanismo permite que pessoas físicas direcionem uma porcentagem do Imposto devido para fundos públicos que financiam iniciativas sociais, como projetos voltados para a infância, adolescência e população idosa.

Como funciona a destinação do IRPF

Para utilizar esse benefício, é necessário optar pelo modelo completo da declaração do Imposto de Renda. Nesse formato, o contribuinte pode indicar no sistema da Receita Federal qual percentual deseja destinar e para qual fundo social.

O valor destinado não é um custo extra, pois representa uma redistribuição do Imposto que já seria pago. Se houver Imposto a pagar, o valor destinado é abatido do total; em caso de restituição, a quantia destinada é somada ao valor a receber.

Limites e possibilidades de destinação

A legislação estabelece o limite de até 6% do Imposto devido para destinação a fundos de proteção às crianças e aos idosos. Porém, o contribuinte pode escolher destinar percentuais menores, como 1%, 2% ou 4%.

Essa destinação não acarreta em um custo adicional para o contribuinte, já que os valores são deduzidos do Imposto de Renda devido. A ferramenta está disponível apenas para contribuintes que optam pelo modelo completo da declaração, não sendo acessível aos que escolhem a declaração simplificada.

Como utilizar o benefício e diferenças com outras doações incentivadas

O sistema da Receita Federal calcula automaticamente o limite disponível para a destinação, reduzindo possíveis erros no preenchimento. Após a escolha do percentual a destinar, é gerado um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) que deve ser pago dentro do prazo da declaração.

Além da destinação direta na declaração, existem outras formas de doação com incentivo fiscal, como aquelas voltadas para a cultura, esporte e saúde. Nesses casos, a doação precisa ser realizada ao longo do ano, diretamente a projetos aprovados, e posteriormente informada na declaração.

Desafios e baixa adesão

Apesar de não gerar custo adicional, a destinação de parte do Imposto de Renda ainda enfrenta baixa adesão no Brasil. Entre os principais desafios estão o desconhecimento sobre o mecanismo e dúvidas sobre como utilizá-lo corretamente.

Iniciativas institucionais têm buscado ampliar a divulgação dessa possibilidade, destacando que os contribuintes podem ter um papel ativo na destinação de recursos públicos para áreas sociais relevantes.

A destinação do Imposto de Renda para fundos sociais é uma maneira de contribuir com projetos de cunho social de forma simples e sem custo adicional. A adesão a essa prática pode impactar positivamente na sociedade, beneficiando iniciativas importantes para crianças, adolescentes e idosos em todo o país.

Fonte: Receita Federal

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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