Bancos Centrais de Mercados Desenvolvidos Monitoram Inflação Após Guerra no Irã
Quase todos os principais bancos centrais de mercados desenvolvidos mantiveram suas taxas de juros estáveis, porém, destacaram prontidão para agir caso a inflação suba devido ao choque energético causado pelos ataques ao Irã.
Desde o início do conflito, operadores reduziram suas apostas em afrouxamento monetário pelo Federal Reserve, ao passo que precificaram aumentos de juros por outros bancos centrais, como o BCE e o Banco da Inglaterra.
O Banco Central da Austrália, já em modo de alta, elevou as taxas de juros novamente esta semana, alertando sobre o risco de inflação decorrente da guerra, que levou a um aumento da inflação para 3,4%.
Por sua vez, o banco central da Noruega, conhecido por sua cautela, poderá aumentar as taxas de juros na próxima semana, refletindo a inflação persistente no país.
No Reino Unido, o Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros em 3,75% e sinalizou possíveis aumentos, com 50% de chance de um acréscimo de 25 pontos-base na taxa até abril.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa de juros, porém, as expectativas de cortes foram adiadas para 2027 devido à projeção de inflação mais elevada este ano e aos desafios para contê-la.
O Banco Central da Nova Zelândia, que reduziu agressivamente as taxas nos últimos anos, pode estar prestes a aumentá-las, com três altas precificadas até o final do ano.
No Canadá, o Banco manteve a taxa de juros, mas está preparado para aumentar os custos dos empréstimos caso os preços mais altos da energia resultem em inflação persistente.
Na zona do euro, o BCE não alterou as taxas, mas pode iniciar discussões sobre aumentos em breve, com expectativas de mais de dois aumentos de 25 pontos-base este ano.
Já na Suécia, o banco central sinalizou incerteza, com a possibilidade de aumentos das taxas ainda este ano, e no Japão, manteve a taxa na máxima de 30 anos, focando nos riscos de alta da inflação.
Enquanto na Suíça, o Banco Nacional manteve a taxa básica em 0%, a mais baixa, e está pronto para intervir devido à recente valorização do franco suíço, que ameaça a meta de inflação do país.
Fonte: InfoMoney
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
