BCE mantém taxas de juros em 2% diante de impactos da guerra contra o Irã
O Banco Central Europeu decidiu manter sua taxa básica de juros em 2% nesta quinta-feira, mencionando os efeitos da guerra contra o Irã nas perspectivas de crescimento e inflação na zona do euro. Com os preços do petróleo e gás em alta após os ataques internacionais, o BCE alertou para o risco de aumento nos custos de energia, o que pode impactar os preços ao consumidor e a atividade econômica nos 21 países da região.
A instituição ressaltou que a inflação de curto prazo será afetada pelo aumento dos preços da energia devido ao conflito, e os impactos a médio prazo dependerão da intensidade e duração dos eventos. Para lidar com a incerteza, o BCE afirmou que está monitorando a situação e seu impacto na economia, mantendo suas opções em aberto.
Em MEIo a esse cenário, outros bancos centrais, como os dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, Suécia e Suíça, também emitiram mensagens semelhantes sobre a situação econômica global. Os mercados financeiros já precificam uma possível inflação próxima de 4% na zona do euro no próximo ano, levando a expectativa de dois a três aumentos nos juros até dezembro.
As projeções trimestrais do BCE apontam uma inflação de 2,6% em 2026, 2,0% em 2027 e 2,1% em 2028, com crescimento estimado em 0,9%, 1,3% e 1,4%, respectivamente. A instituição reforçou que a inflação tem se mantido em torno da meta de 2% e que a economia tem demonstrado resiliência nos últimos trimestres.
Com a decisão de manter a taxa de juros em 2%, o BCE busca equilibrar os impactos da guerra contra o Irã com a estabilidade econômica da zona do euro. A incerteza gerada pelos eventos recentes tem levado os mercados a antecipar possíveis mudanças na política monetária, enquanto economistas divergem sobre a necessidade de ajustes em MEIo ao atual cenário geopolítico.
Fonte: InfoMoney
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
