Brasileiros podem resgatar mais de R$ 10 bilhões esquecidos em bancos
O Banco Central divulgou que há mais de R$ 10,5 bilhões “esquecidos” em instituições financeiras no Brasil. De acordo com o Sistema de Valores a Receber (SVR), cerca de 49,5 milhões de pessoas físicas e mais de 5 milhões de empresas têm valores a serem resgatados.
Dentre os mais de 54,6 milhões de pessoas físicas e jurídicas com montantes esquecidos, R$ 8,1 bilhões são de pessoas físicas e R$ 2,4 bilhões de empresas. No entanto, cerca de R$ 13,7 bilhões já foram devolvidos neste ano, beneficiando 33,7 milhões de pessoas físicas e 4 milhões de empresas.
A maior parte dos valores a serem resgatados pelos brasileiros varia entre R$ 0,01 e R$ 10, representando quase 65% do total. Em seguida, 23,5% dos clientes têm valores entre R$ 10,01 e R$ 100, enquanto 10% precisam resgatar entre R$ 100,01 e R$ 1.000. Apenas 1,9% dos correntistas têm valores esquecidos acima de R$ 1.000,01.
Diversos setores concentram valores esquecidos, como bancos (35 milhões de brasileiros), administradoras de consórcios (8,6 milhões), instituições de pagamentos (5,7 milhões), cooperativas (4,2 milhões), financeiras (3,8 milhões), e outras instituições, além de corretoras e distribuidoras.
Como resgatar dinheiro esquecido no banco
Para consultar se há valores a receber no Sistema Financeiro Nacional, basta acessar gratuitamente o SVR do Banco Central. O procedimento exige uma conta gov.br com selo de segurança e verificação em duas etapas ativada.
– Acesse o gov.br e insira seu CPF e senha;
– Informe o CPF e data de nascimento no SVR;
– Caso haja dinheiro esquecido, vincule a conta via Pix com CPF;
– O crédito será automaticamente realizado na conta do cidadão.
Com a divulgação desses dados, milhões de brasileiros terão a oportunidade de resgatar valores esquecidos em instituições financeiras, contribuindo para a recuperação de montantes consideráveis e melhorando a situação financeira de muitos cidadãos e empresas no país.
Fonte: Exame
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
