Tesouro Nacional captou US$ 4,5 bilhões no mercado externo
O Tesouro Nacional confirmou a realização da primeira operação de captação externa do governo em 2026, levantando um total de US$ 4,5 bilhões. Desse montante, US$ 3,5 bilhões foram obtidos por MEIo da emissão de novos bonds de 10 anos, com cupom de juros de 6,250% ao ano.
A emissão dos bonds de 10 anos aconteceu a um preço de 98,896% do seu valor de face, resultando em uma taxa de retorno para o investidor de 6,400% ao ano. A operação registrou um spread de 220 pontos-base acima da Treasury de referência. Este foi o maior volume já captado para um título de 10 anos na história das emissões do Tesouro.
Ampliação do bônus da República Global 2056
Além disso, o bônus da República Global 2056 teve seu volume ampliado em US$ 1,0 bilhão, totalizando US$ 3,5 bilhões em circulação. Este título possui cupom de juros de 7,250% ao ano, com pagamento semestral. A operação apresentou um spread de 245 pontos-base acima da Treasury de referência, sendo o menor spread de lançamento para um título brasileiro de 30 anos em mais de uma década.
Fortalecimento da dívida soberana brasileira
A demanda pelas duas emissões atingiu seu pico em US$ 12 bilhões, com 466 ordens no livro de ofertas. A demanda superou em cerca de 2,7 vezes o volume emitido, demonstrando a confiança dos investidores na dívida soberana brasileira. A liquidação financeira está prevista para ocorrer em 19 de fevereiro de 2026.
Confiança dos investidores
O Tesouro afirmou que cerca de 90% dos investidores são oriundos da Europa e da América do Norte, com a América Latina respondendo por cerca de 9%. Os resultados da operação, com alta demanda, alto volume e spreads baixos, refletem a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, bem como a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do País.
Contribuição para o fortalecimento da dívida pública
Segundo o Tesouro Nacional, a emissão dos títulos de 10 e 30 anos contribui para o alongamento do perfil da dívida e fortalece aspectos estratégicos da curva, utilizados como referência por emissores corporativos. O órgão destacou a importância da dívida externa para o alongamento do prazo médio da dívida, diversificação da base de investidores e estabelecimento de benchmarks líquidos.
Conclusão
Essa operação de captação externa reforça a estratégia do Tesouro Nacional em promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo, além de antecipar financiamento de vencimentos em moeda estrangeira. A emissão de títulos com vencimento a longo prazo também ratifica o papel da Dívida Pública Federal externa como referência para futuras emissões de empresas brasileiras no exterior. A última operação de captação do Tesouro no mercado externo aconteceu no início de novembro de 2025, quando foram levantados US$ 2,25 bilhões.
Fonte: Valor Econômico
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
