Mais de 80% das empresas do Lucro Real e Presumido ainda não concluíram parametrização fiscal
Segundo informações da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), mais de 80% das empresas enquadradas no Lucro Real e no Lucro Presumido ainda não finalizaram as parametrizações necessárias para se adequarem às exigências operacionais decorrentes da Reforma Tributária. Isso reflete a dificuldade enfrentada pelos contribuintes do Regime Normal em se adaptarem às mudanças que passaram a impactar a rotina fiscal desde 1º de janeiro de 2026.
A partir do início deste ano, tornou-se obrigatória a adequação dos sistemas de emissão de Nota Fiscal eletrônica (NF-e) para incluir os novos Tributos previstos no cronograma de transição do modelo tributário. Esse processo marca um avanço na implementação prática das novas regras, especialmente para pequenas e médias empresas (PMEs).
Desafios na transição de planejamento para operação
Com a obrigatoriedade já em vigor para empresas fora do Simples Nacional, a Reforma Tributária deixou de ser apenas um tema de planejamento tributário, passando a demandar ajustes técnicos, revisão de processos e organização de dados fiscais. A correta configuração de parâmetros tributários nos sistemas de gestão e faturamento tornou-se imprescindível, a fim de evitar inconsistências na emissão de documentos fiscais e reduzir riscos fiscais futuros.
Importância da parametrização fiscal e gestão de informações
A parametrização fiscal requer a definição precisa de regras tributárias nos sistemas de faturamento, incluindo tratamento de novos Tributos, códigos fiscais e regras de cálculo. Sua conclusão adequada é essencial para garantir que as informações contidas nas notas fiscais estejam em conformidade com as exigências do Fisco, reduzindo a chance de erros e facilitando auditorias internas.
Além disso, a organização de dados fiscais ganha relevância, pois a Reforma Tributária reforça a necessidade de informações estruturadas, integradas e consistentes. Empresas que ainda dependem de controles paralelos e planilhas descentralizadas enfrentam maior dificuldade para acompanhar as exigências detalhadas do cronograma de transição.
Integração entre empresa e contabilidade e capacitação das equipes
O papel da contabilidade torna-se fundamental na rotina operacional das empresas, especialmente nas PMEs, onde as equipes fiscais muitas vezes são reduzidas. O alinhamento entre empresa e contador minimiza falhas na emissão de documentos e na apuração de Tributos. Além disso, a capacitação das equipes responsáveis pelo faturamento e pela emissão de notas fiscais é essencial para garantir a correta aplicação das novas regras e preenchimento dos novos campos obrigatórios.
Mesmo que a obrigatoriedade atual se concentre nas empresas do Regime Normal, a preparação também é recomendada para as empresas do Simples Nacional, que serão impactadas em fases posteriores da transição. Antecipar os ajustes ajuda a reduzir a sobrecarga futura e a adaptar-se gradualmente às mudanças, sem interrupções nas rotinas fiscais.
Conclusão
O ano de 2026 é estratégico no cronograma de implementação da Reforma Tributária, concentrando etapas que afetam diretamente a emissão de documentos fiscais e a estruturação de informações tributárias. Nesse sentido, é fundamental revisar processos internos, atualizar sistemas e manter-se atualizado sobre as normas que regem a transição. A gestão da informação tributária torna-se um dos principais focos da agenda empresarial neste período, demandando orientação técnica, revisão de cadastros fiscais e suporte na adequação de sistemas.
Fonte: Portal Contábeis
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
