Índice de atividade industrial na China registra queda em janeiro, atingindo 49,3 após marcar 50,1 em dezembro

Atividade industrial na China cai para 49,3 em janeiro

O índice de gerentes de compras (PMI) industrial oficial da China registrou queda para 49,3 em janeiro, em comparação com os 50,1 obtidos em dezembro. Esses dados foram divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) do país no último sábado, 31.

O resultado para o primeiro mês de 2025 ficou abaixo da previsão de 50,1 dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal. Essa queda reverteu o aumento observado no mês anterior, quando o índice estava acima de 50, o que indica a fronteira entre contração e expansão na atividade industrial.

Subíndices também apresentam queda

Além do índice principal, os subíndices que medem a produção e os novos pedidos totais também sofreram reduções em janeiro. O subíndice de produção passou de 51,7 em dezembro para 50,6 no primeiro mês deste ano.

Já o subíndice de novos pedidos totais foi reduzido para 49,2 em janeiro, comparado aos 50,8 de dezembro. Os novos pedidos de exportação também caíram, de 49,0 em dezembro de 2025 para 47,8 em janeiro de 2026.

PMI não manufatureiro também apresenta redução

Além do setor industrial, o PMI não manufatureiro da China, que engloba serviços e construção, também registrou queda. O índice passou de 50,2 no mês anterior para 49,4 em janeiro.

O subíndice que mede exclusivamente a atividade de serviços caiu para 49,5 em janeiro, vindo de 49,7 em dezembro. Enquanto isso, o subíndice da construção baixou para 48,8, comparado a 52,8 no mês anterior.

Esses dados refletem um cenário de desaceleração da atividade econômica chinesa nos setores manufatureiros e não manufatureiros. A redução dos subíndices de produção, novos pedidos e novos pedidos de exportação sinalizam possíveis impactos na economia global, especialmente para os parceiros comerciais da China.

Impactos econômicos e perspectivas futuras

Com a queda nos índices de atividade industrial e não manufatureira, a China enfrenta o desafio de estimular o crescimento da sua economia e manter a estabilidade interna. Esses resultados podem gerar preocupações tanto no âmbito interno, em relação ao emprego e ao investimento, quanto no mercado internacional, em virtude de possíveis reflexos nas cadeias de suprimentos globais.

Diante desse cenário, é essencial que as autoridades chinesas adotem medidas econômicas e políticas adequadas para impulsionar a atividade produtiva e estimular o consumo interno. A retomada do crescimento econômico e a proteção do mercado de trabalho são desafios que demandam atenção e ações estratégicas por parte do governo chinês.

Acompanhar a evolução desses indicadores nos próximos meses será fundamental para avaliar a recuperação econômica da China e seus impactos no cenário global, incluindo as relações comerciais internacionais e a dinâmica dos mercados financeiros. Garantir a estabilidade e o crescimento sustentável da economia chinesa é essencial não apenas para o país, mas também para a estabilidade econômica mundial.

Fonte: Valor Econômico

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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