Déficit primário do setor público atinge R$ 55 bilhões em 2025
O setor público consolidado no Brasil, que inclui governo central, Estados, municípios e estatais (exceto Petrobras e Eletrobras), fechou o ano de 2025 com um déficit primário de R$ 55,021 bilhões. Esse valor corresponde a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
O resultado ficou em linha com as estimativas da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava um déficit médio de R$ 56,200 bilhões. As projeções do mercado variavam entre R$ 75,40 bilhões e R$ 43,0 bilhões, todas indicando cenários negativos.
Comparando com 2024, o déficit de 2025 foi um pouco mais alto, superando os R$ 47,553 bilhões. Este também foi o resultado mais negativo desde 2023, quando o rombo nas contas públicas atingiu R$ 249,124 bilhões, equivalente a 2,28% do PIB.
Déficit distribuído entre governos
No desdobramento do déficit primário de 2025, observa-se que o governo central registrou um saldo negativo de R$ 58,687 bilhões, correspondendo a 0,46% do PIB. Por outro lado, Estados e municípios apresentaram um superávit de R$ 9,537 bilhões (0,07% do PIB). Já as empresas estatais encerraram o ano com um déficit de R$ 5,871 bilhões (0,05% do PIB).
De forma isolada, os Estados alcançaram um superávit de R$ 5,453 bilhões em 2025 (0,04% do PIB), enquanto os municípios registraram um resultado positivo de R$ 4,084 bilhões (0,03% do PIB).
Resultado de dezembro e perspectivas
Em dezembro de 2025, o setor público consolidado apresentou um superávit primário de R$ 6,251 bilhões, revertendo o déficit de R$ 14,420 bilhões registrado em novembro. No mesmo período do ano anterior, o superávit foi de R$ 15,745 bilhões.
No último mês do ano passado, o governo central teve um superávit de R$ 21,572 bilhões, enquanto Estados e municípios acumularam um déficit de R$ 19,783 bilhões. As empresas estatais, por sua vez, fecharam o período com um superávit de R$ 4,463 bilhões.
Perspectivas futuras
Diante do cenário de déficit primário no setor público em 2025, a economia brasileira enfrenta desafios que demandam acompanhamento e avaliação contínuos. Os resultados apresentados refletem a importância de medidas que visem o equilíbrio das contas públicas e a sustentabilidade fiscal no país.
O comportamento dos governos central, estaduais e municipais, bem como das empresas estatais, é fundamental para a construção de um ambiente econômico mais estável e favorável ao desenvolvimento. A atuação conjunta e coordenada desses entes é essencial para a superação dos desafios e a busca por um cenário mais positivo no futuro.
Fonte original: Estadão
Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.
