Mercado de trabalho brasileiro mostra sinais de aquecimento em novembro
Os dados da PNAD divulgados pelo IBGE revelaram que o mercado de trabalho brasileiro encerrou novembro com indicadores positivos. A taxa de desemprego caiu de 5,4% para 5,2%, contrariando as expectativas do mercado. Além disso, a taxa de ocupação apresentou melhora, assim como a renda média do trabalhador.
A XP destacou que o emprego total cresceu 0,8% em novembro, chegando a 102,8 milhões de trabalhadores. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o avanço foi de 1,1%. Um dos setores que impulsionaram esse crescimento foi a Administração Pública, que registrou um aumento significativo de empregos em novembro.
Especialistas ressaltam que a administração pública foi o único setor a registrar aumento no número de ocupados, com a adição de 492 mil pessoas, sendo 250 mil no trimestre. Esse cenário aponta para a resiliência do emprego formal, que apresentou um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior.
Em contrapartida, as categorias informais de empregos tiveram uma queda de 1,8% em relação ao ano anterior, mesmo com um avanço mensal de 0,4%. A expectativa é que a população empregada aumente 1,9% em 2025 em comparação com o ano anterior.
Renda dos trabalhadores em destaque
A renda dos trabalhadores também apresentou evolução, com um crescimento de 1,8% no trimestre encerrado em novembro. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o aumento foi de 4,5%. Esse cenário reflete a melhora contínua da renda dos brasileiros, beneficiada pela queda da inflação.
Os economistas destacam que, apesar da expansão da renda, já é possível observar sinais de acomodação, evidenciando uma incorporação orgânica de mão de obra. A projeção é de que a taxa de desemprego termine 2025 e 2026 abaixo de 6%, apontando para um mercado de trabalho forte nos próximos meses.
Cenário futuro e projeções
A XP reforça a perspectiva de um mercado de trabalho apertado, com a taxa de desemprego abaixo do nível neutro. A expectativa é que a taxa de desemprego atinja 5,5% em 2025 e 6,0% em 2026, refletindo a solidez do mercado de trabalho brasileiro.
No entanto, o economista do Inter alerta para a piora recente do câmbio, colocando em questão o início do ciclo de cortes da Selic. Mesmo assim, a expectativa é de que a normalização cambial e os dados de inflação permitirão que o Copom inicie o ciclo de flexibilização monetária no início do próximo ano.
O cenário positivo do mercado de trabalho brasileiro, com a redução do desemprego, o aumento da ocupação e da renda dos trabalhadores, indica uma perspectiva promissora para a economia nos próximos meses. A expectativa é que a evolução positiva se mantenha ao longo de 2026, impulsionando a recuperação econômica do país.
Fonte: InfoMoney
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