Membro do Fed de NY aponta possíveis distorções de queda na interpretação do CPI
Presidente do Fed de NY avalia leitura do CPI e cenário econômico
O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, acredita que a política monetária americana está em um bom lugar, com alguma margem para retornar ao ponto de neutralidade. Williams destacou que a taxa de juros real neutra está um pouco abaixo de 1%, e que atualmente estão um pouco acima dela.
Em relação à inflação acima da meta, Williams considera a abordagem “útil” e prevê que os juros possam cair ainda mais, mas quer observar o desempenho da economia. Ele se sente confiante em relação ao cenário econômico base, apesar de destacar a incerteza de 2025.
Previsões e impacto da inteligência artificial
O presidente do Fed de NY prevê que o crescimento do PIB em 2025 ficará entre 1% e 1,5%, com expectativa de uma recuperação maior em 2026. Williams acredita que um maior crescimento da produtividade pode ser desinflacionário e positivo para a economia.
Sobre a inteligência artificial, Williams destacou que pode trazer mudanças no mercado de trabalho, mas não vê risco sistêmico para o sistema financeiro. Ele ressaltou a importância de focar na economia e alcançar os objetivos do Fed.
Leitura do CPI e mercado de trabalho
Williams demonstrou cautela em relação à leitura do índice de inflação CPI, mencionando possíveis distorções nos dados devido à falta de coleta pelo BLS. Ele afirmou que serão necessários mais dados para uma leitura precisa da inflação, esperando mais clareza com os números de dezembro.
Em relação ao mercado de trabalho, o presidente do Fed de NY mencionou que a taxa de desemprego pode ter sido inflada por distorções, mas não indicou uma deterioração acentuada nos dados de emprego. Ele avaliou os dados como consistentes com as tendências recentes e o corte da taxa de juros pelo Fed.
Conclusão
John Williams destacou a estabilidade do cenário econômico, prevendo um crescimento moderado para os próximos anos. Ele pontuou a importância de monitorar a evolução da economia e destacou que o Fed não está realizando flexibilização quantitativa no momento. Além disso, avaliou os dados econômicos americanos como encorajadores e apontando para uma maior desinflação.
Fonte original: Infomoney
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