Setores industriais e de serviços apresentam desempenho abaixo do esperado, sinalizando desaceleração na economia através da ‘prévia do PIB’

Indústria e serviços pressionam ‘prévia do PIB’ para baixo

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou recuo de 0,2% em outubro, surpreendendo o mercado que esperava alta de 0,10%. Esse resultado representa o segundo mês consecutivo de queda, reforçando a desaceleração da economia.

Segundo Rodolfo Margato, economista da XP, a atividade doméstica apresenta desaceleração ao longo do segundo semestre, em consonância com a política monetária contracionista. Por outro lado, medidas fiscais expansionistas e um mercado de trabalho robusto podem contribuir para a resiliência da atividade econômica.

Desafios da política monetária

Economistas como Matheus Pizzani, do PicPay, apontam que os dados do IBC-Br devem intensificar as discussões sobre os próximos passos da política monetária. Para André Valério, economista do Inter, o cenário já mostra uma desaceleração consolidada, sem indicar uma recessão no horizonte.

Setores impactados

A queda do IBC-Br reflete um cenário de desaceleração mais acentuada nos setores da indústria e serviços, com destaque para uma retração de 0,7% na indústria e de 0,2% nos serviços. Em contrapartida, a agropecuária conseguiu avançar 3,1%, amenizando parcialmente o resultado negativo.

Impacto nos números finais

A disparidade entre o recuo do IBC-Br e os dados setoriais positivos do IBGE levanta questionamentos. Segundo António Ricciardi, economista do Daycoval, a diferença se dá pela metodologia de ponderação dos setores na composição do PIB e da Pesquisa Mensal de Serviços.

Projeções econômicas

O ASA projeta um PIB próximo de zero no quarto trimestre de 2025, em linha com a desaceleração gradual observada no segundo semestre. Já o Inter acredita que a combinação de deterioração econômica e desinflação reforça a expectativa de cortes da Selic no primeiro trimestre de 2026.

Perspectivas futuras

André Valério, economista do Inter, prevê que a estabilidade do crescimento econômico deve permanecer ao longo do quarto trimestre, com a estimativa de encerramento do ano com alta de 2,2% no PIB. Por sua vez, a XP projeta um crescimento de 0,2% no último trimestre de 2025 e 2,3% para o ano de 2025.

O cenário de desaceleração econômica apontado pelo IBC-Br traz mais elementos para as projeções de corte da taxa Selic pelo Copom, sugerindo que o primeiro trimestre de 2026 poderá iniciar um ciclo de redução de juros, conforme as expectativas do mercado.

Fonte original: Estadão

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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