Inflação da construção abranda, desacelerando lançamentos imobiliários

Desaceleração nos lançamentos imobiliários pelo país

No terceiro trimestre de 2025, o ritmo de lançamentos imobiliários no Brasil apresentou uma desaceleração, influenciado pela pressão da inflação na construção civil. O Índice de Lançamentos Imobiliários (ILI) desenvolvido pelo DataZAP revelou que os preços dos lançamentos subiram 1,73%, abaixo do Índice Nacional da Construção Civil (INCC) que registrou alta de 1,98% no mesmo período. Isso impactou o volume de lançamentos em diversas regiões, com dinâmicas regionais desiguais.

Enquanto algumas cidades, como Rio de Janeiro e Campinas, registraram valorizações expressivas, outras, como Belo Horizonte e Fortaleza, tiveram quedas de preços. O preço médio dos lançamentos no país foi de R$ 12.565 por metro quadrado, com destaque para Porto Alegre, que se manteve entre os mercados mais caros, seguido por Curitiba. Por outro lado, o Rio de Janeiro teve um aumento significativo, com o metro quadrado chegando a R$ 14.387, e Campinas também apresentou uma valorização expressiva.

Diferenças regionais nos mercados imobiliários

Segundo Gabriela Domingo, especialista em inteligência de mercado do Grupo OLX, o desempenho de mercados como Campinas e Rio de Janeiro foi impulsionado por diferentes fatores. Enquanto em Campinas a valorização veio dos produtos mais econômicos, no Rio de Janeiro a demanda crescente foi nos segmentos de médio-alto padrão e luxo. Esta diversidade de públicos refletiu diretamente nos preços e na dinâmica de cada mercado.

São Paulo, por outro lado, registrou uma desaceleração no terceiro trimestre, com uma queda de 1,03%. Apesar disso, a cidade continua sendo o maior mercado imobiliário do país, com 123 mil unidades lançadas em 12 meses. O preço médio por metro quadrado foi de R$ 12.884, representando uma valorização anual de 5,70%. Segmentos de médio-alto e alto padrão foram os principais responsáveis pelo crescimento, com altas expressivas.

Impactos dos juros altos no setor imobiliário

Mesmo com a continuidade de taxas de juros elevadas, o setor imobiliário mostra resiliência, de acordo com Gabriela Domingo. Os juros altos impactam de forma desigual, prejudicando principalmente os imóveis de médio e alto padrão. Por outro lado, os segmentos econômico e de luxo têm apresentado uma demanda aquecida, influenciando positivamente os índices do mercado.

Tendências para o mercado imobiliário

De acordo com o Índice de Lançamentos Imobiliários (ILI), mercados como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte devem continuar atraindo incorporadoras interessadas em projetos de maior valor agregado. A expectativa é de que as reformulações nas regras do crédito habitacional, anunciadas em outubro, possam impulsionar ainda mais o setor. A perspectiva de queda da Selic nos próximos trimestres poderá baratear o crédito e estimular novos lançamentos, movimentando o mercado imobiliário no país.

Fonte: G1 Economia

Publicado por Redação AmdJus, com base em fontes públicas. Saiba mais sobre nossa linha editorial.

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